Vozes do Grande Além — Autores
diversos
Em torno do pensamento
Reunião de 6 de setembro.
Completando-nos as tarefas da
noite, o Espírito Antônio Cardoso, antigo batalhador das hostes espiritualistas
no Brasil, tomou as faculdades psicofônicas do médium e teceu primorosos
comentários acerca do pensamento.
1 Em verdade, já disse alguém,
que tudo é amor em nosso caminho, porque todos vivemos nas situações a que nos
afeiçoamos pelos laços da simpatia.
2 Sendo o amor, portanto, a
raiz de todas as nossas atividades mentais, o pensamento é a base de todas as
nossas manifestações, dentro da vida.
Senão vejamos:
3 A bondade é o pensamento em luz.
O ódio é o pensamento em treva.
4 A humildade é o pensamento que ajuda.
O orgulho é o pensamento que tiraniza.
5 O trabalho é o pensamento em ação.
A preguiça é o pensamento estanque.
6 A ignorância é o pensamento instintivo.
A cultura é o pensamento educado.
7 A alegria é o pensamento harmonioso.
A tristeza é o pensamento em desequilíbrio.
8 A conformidade é o pensamento pacífico.
O desespero é o pensamento desgovernado.
9 A exigência é o pensamento destruidor.
O serviço é o pensamento edificante.
10 A sobriedade é o pensamento simples.
O luxo é o pensamento complexo.
11 O carinho é o pensamento brando.
A aspereza é o pensamento enrijecido.
12 A compreensão é o pensamento elevado ao
Céu.
O preconceito é o pensamento enquistado na
Terra.
13 O respeito é o pensamento nobre.
O deboche é o pensamento imundo.
14 O auxílio fraterno é o pensamento que
ampara.
A ironia é o pensamento que fere.
15 O crime é o pensamento perverso.
A santidade é o pensamento sublime.
16 O egoísmo é o pensamento exclusivo do
“eu”.
O bem de todos e com todos é o pensamento da
Lei Divina.
17 Vigiemos, assim, as nossas
ideias, porque, se transparece claramente das lições de Jesus que a cada um de
nós será conferido segundo as nossas obras, não podemos olvidar que todos os
nossos pensamentos são filhos do amor que nos preside os interesses na vida e
que todas as nossas obras são filhas de nossos pensamentos.
Antônio Cardoso
Nos domínios da mediunidade — André Luiz
Pensamento e mediunidade
1. O silêncio se fez profundo
e respeitoso.
O grupo esperava a mensagem
terminal.
Senti que o ambiente se fizera
mais leve, mais agradável.
Sobre a cabeça de Dona Celina
apareceu brilhante feixe de luz. Desde esse instante, vimo-la extática,
completamente desligada do corpo físico, cercada de azulíneas irradiações.
Admirado com o belo fenômeno,
enderecei um gesto de interrogação ao nosso orientador, que explicou sem
detença:
— Nossa irmã Celina
transmitirá a palavra de um benfeitor que, apesar de ausente daqui, sob o ponto
de vista espacial, entrará em comunhão conosco através dos fluidos
teledinâmicos que o ligam à mente da médium.
— Mas isso é possível? —
indagou Hilário, discretamente.
Áulus ponderou, de imediato:
— Lembre-se da radiofonia e da
televisão, hoje realizações amplamente conhecidas no mundo. Um homem, de cidade
a cidade, pode ouvir a mensagem de um companheiro e vê-lo ao mesmo tempo, desde
que ambos estejam em perfeita sintonia, através do mesmo comprimento de onda.
Celina conhece a sublimidade das forças que a envolvem e entrega-se, confiante,
assimilando a corrente mental que a solicita. Irradiará o comunicado-lição,
automaticamente, qual acontece na psicofonia sonambúlica, porque o amigo
espiritual lhe encontra as células cerebrais e as energias nervosas quais
teclas bem ajustadas de um piano harmonioso e dócil.
O Assistente emudeceu, de
súbito, fixando o olhar no jato de safirina luz, que se fizera mais abundante,
a espraiar-se em todos os ângulos do recinto.
Contemplei os circunstantes.
O rosto da médium refletia uma
ventura misteriosa e ignorada na Terra.
O júbilo que a possuía como
que contagiara todos os presentes.
Dispunha-me a prosseguir
observando, mas a destra do Assistente tocou-me, de leve, recordando-me a
quietude e o respeito.
Foi então que a voz
diferenciada de Dona Celina ressoou, clara e comovente, mais ou menos nestes
termos:
— Meus amigos — começou a
dizer o instrutor que nos acompanhava o trabalho a longa distância —, guardemos
a paz que Jesus nos legou, a fim de que possamos servi-lo em paz.
2. Em matéria de mediunidade,
não nos esqueçamos do pensamento.
Nossa alma vive onde se lhe
situa o coração.
Caminharemos, ao influxo de
nossas próprias criações, seja onde for.
A gravitação no campo mental é
tão incisiva, quanto na esfera da experiência física.
Servindo ao progresso geral,
move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se, em
desequilíbrio, sob as trevas do mal.
A Lei Divina é o Bem de Todos.
Colaborar na execução de seus
propósitos sábios é iluminar a mente e clarear a vida. Opor-lhe entraves, a
pretexto de acalentar caprichos perniciosos, é obscurecer o raciocínio e
coagular a sombra ao redor de nós mesmos.
É indispensável ajuizar quanto
à direção dos próprios passos, de modo a evitarmos o nevoeiro da perturbação e
a dor do arrependimento.
Nos domínios do espírito não
existe a neutralidade.
Evoluímos com a luz eterna,
segundo os desígnios de Deus, ou estacionamos na treva, conforme a indébita
determinação de nosso “eu”.
Não vale encarnar-se ou
desencarnar-se simplesmente. Todos os dias, as formas se fazem e se desfazem.
Vale a renovação interior com
acréscimo de visão, a fim de seguirmos à frente, com a verdadeira noção da
eternidade em que nos deslocamos no tempo.
Consciência pesada de
propósitos malignos, revestida de remorsos, referta de ambições desvairadas ou
denegrida de aflições não pode senão atrair forças semelhantes que a encadeiam
a torvelinhos infernais.
A obsessão é sinistro conúbio
da mente com o desequilíbrio comum às trevas.
Pensamos, e imprimimos
existência ao objeto idealizado.
A resultante visível de nossas
cogitações mais íntimas denuncia a condição espiritual que nos é própria, e
quantos se afinam com a natureza de nossas inclinações e desejos aproximam-se
de nós, pelas amostras de nossos pensamentos.
Se persistimos nas esferas
mais baixas da experiência humana, os que ainda jornadeiam nas linhas da
animalidade nos procuram, atraídos pelo tipo de nossos impulsos inferiores,
absorvendo as substâncias mentais que emitimos e projetando sobre nós os
elementos de que se fazem portadores.
3. Imaginar é criar.
E toda criação tem vida e
movimento, ainda que ligeiros, impondo responsabilidade à consciência que a
manifesta. E como a vida e o movimento se vinculam aos princípios de permuta, é
indispensável analisar o que damos, a fim de ajuizar quanto àquilo que devamos receber.
Quem apenas mentalize angústia
e crime, miséria e perturbação, poderá refletir no espelho da própria alma
outras imagens que não sejam as da desarmonia e do sofrimento?
Um viciado entre os santos não
lhes reconheceria a pureza, de vez que, em se alimentando das próprias
emanações, nada conseguiria enxergar senão as próprias sombras.
Quem vive a procurar pedras na
estrada, certamente não encontrará apenas calhaus subservientes.
Quem se detenha
indefinidamente na medição de lama está ameaçado de afogamento no lodo.
O viajante fascinado pelos
sarçais, à beira do caminho, sofre o risco de enlouquecer entre os espinheiros
do mato inculto.
Vigiemos o pensamento,
purificando-o no trabalho incessante do bem, para que arrojemos de nós a
grilheta capaz de acorrentar-nos a obscuros processos de vida inferior.
É da forja viva da ideia que
saem as asas dos anjos e as algemas dos condenados.
Pelo pensamento,
escravizamo-nos a troncos de suplício infernal, sentenciando-nos, por vezes, a
séculos de peregrinação nos trilhos da dor e da morte.
A mediunidade torturada não é
senão o enlace de almas comprometidas em aflitivas provações, nos lances do
reajuste.
E, para abreviar o tormento
que flagela de mil modos a consciência reencarnada ou desencarnada, quando nas
grades expiatórias, é imprescindível atender à renovação mental, único meio de
recuperação da harmonia.
4. Satisfazer-se alguém com o
rótulo, em matéria religiosa, sem qualquer esforço de sublimação interior é tão
perigoso para a alma quanto deter uma designação honorífica entre os homens com
menosprezo pela responsabilidade que ela impõe.
Títulos de fé não constituem
meras palavras, acobertando-nos deficiências e fraquezas. Expressam deveres de
melhoria a que não nos será lícito fugir, sem agravo de obrigações.
Em nossos círculos de
trabalho, desse modo, não nos bastará o ato de crer e convencer.
Ninguém é realmente espírita à
altura desse nome, tão só porque haja conseguido a cura de uma escabiose
renitente, com o amparo de entidades amigas, e se decida, por isso, a aceitar a
intervenção do Além-Túmulo na sua existência; e ninguém é médium, na elevada
conceituação do termo, somente porque se faça órgão de comunicação entre
criaturas visíveis e invisíveis.
Para conquistar a posição de
trabalho a que nos destinamos, de conformidade com os princípios superiores que
nos enaltecem o roteiro, é necessário concretizar-lhes a essência em nossa
estrada, por intermédio do testemunho de nossa conversão ao amor santificante.
Não bastará, portanto, meditar
a grandeza de nosso idealismo superior. É preciso substancializar-lhe a
excelsitude em nossas manifestações de cada dia.
Os grandes artistas sabem
colocar a centelha do gênio numa simples pincelada, num reduzido bloco de
mármore ou na mais ingênua composição musical. As almas realmente convertidas
ao Cristo lhe refletem a beleza nos mínimos gestos de cada hora, seja na
emissão de uma frase curta, na ignorada cooperação em favor dos semelhantes ou
na renúncia silenciosa que a apreciação terrestre não chega a conhecer.
Nossos pensamentos geram
nossos atos e nossos atos geram pensamentos nos outros.
Inspiremos simpatia e
elevação, nobreza e bondade, junto de nós, para que não nos falte amanhã o
precioso pão da alegria.
5. Convicção de imortalidade,
sem altura de espírito que lhe corresponda, será projeção de luz no deserto.
Mediação entre dois Planos
diferentes, sem elevação de nível moral, é estagnação na inutilidade.
O pensamento é tão
significativo na mediunidade, quanto o leito é importante para o rio. Ponde as
águas puras sobre um leito de lama pútrida e não tereis senão a escura corrente
da viciação.
Indubitavelmente, divinas
mensagens descerão do Céu à Terra. Entretanto, para isso, é imperioso construir
canalização adequada.
Jesus espera pela formação de
mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do seu Reino.
Para atingir esse
aprimoramento ideal é imprescindível que o detentor de faculdades psíquicas não
se detenha no simples intercâmbio. Ser-lhe-á indispensável a consagração de
suas forças às mais altas formas de vida, buscando na educação de si mesmo e no
serviço desinteressado a favor do próximo o material de pavimentação de sua
própria senda.
A comunhão com os orientadores
do progresso espiritual do mundo, através do livro, nos enriquece de conhecimento,
acentuando-nos o valor mental; e a plantação de bondade constante traz consigo
a colheita de simpatia, sem a qual o celeiro da existência se reduz a furna de
desespero e desânimo.
Não basta ver, ouvir ou
incorporar Espíritos desencarnados, para que alguém seja conduzido à
respeitabilidade.
Irmãos ignorantes ou
irresponsáveis enxameiam, como é natural, todos os departamentos da Terra, em
vista da posição evolutiva deficitária em que ainda se encontram as
coletividades do Planeta e, muita vez, sem qualquer raiz de perversidade
propriamente dita, milhares de almas, despidas do envoltório denso, praticam o
vampirismo junto dos encarnados invigilantes, simplesmente no intuito de
prosseguirem coladas às sensações do campo físico das quais não se sentem com suficiente
coragem para se desvencilharem.
6. Toda tarefa, para crescer,
exige trabalhadores que se dediquem ao crescimento, à elevação de si mesmos.
Isso é demasiado claro em
todos os Planos da Natureza.
Não há frutos na árvore
nascente.
A madeira não desbastada é
incapaz de servir, com eficiência, ao santuário doméstico.
A areia movediça não garante a
sustentação.
Não se faz luz na candeia sem
óleo.
O carro não transita com êxito
onde a picareta ainda não estruturou a estrada conveniente.
Como esperardes o pensamento
divino, onde o pensamento humano se perde nas mais baixas cogitações da vida?
Que mensageiro do Céu fará
fulgir a mensagem celestial em nosso entendimento, quando o espelho de nossa
alma jaz denegrido pelos mais inferiores dos interesses?
Em vão buscaria a estrela
retratar-se na lama de um charco.
Amigos, pensemos no bem e
executemo-lo.
Tudo o que existe dentro da
Natureza é a ideia exteriorizada.
O Universo é a projeção da
Mente Divina e a Terra, qual a conheceis em seu conteúdo político e social, é
produto da Mente Humana.
Civilizações e povos, culturas
e experiências constituem formas de pensamento, através das quais evolvemos,
incessantemente, para Esferas mais altas.
Atentemos, pois, para a
obrigação de autoaperfeiçoamento.
Sem compreensão e sem bondade,
irmanar-nos-emos aos filhos desventurados da rebeldia.
Sem estudo e sem observação,
demorar-nos-emos indefinidamente entre os infortunados expoentes da ignorância.
Amor e sabedoria são as asas
com que faremos nosso voo definitivo, no rumo da perfeita comunhão com o Pai
Celestial.
Escalemos o Plano superior,
instilando pensamentos de sublimação naqueles que nos cercam.
A palavra esclarece.
O exemplo arrebata.
Ajustemo-nos ao Evangelho
Redentor.
Cristo é a meta de nossa
renovação. Regenerando a nossa existência pelos padrões d’Ele, reestruturaremos
a vida íntima daqueles que nos rodeiam.
Meus amigos, crede!…
O pensamento puro e operante é
a força que nos arroja do ódio ao amor, da dor à alegria, da Terra ao Céu…
Procuremos a consciência de Jesus
para que a nossa consciência lhe retrate a perfeição e a beleza!…
Saibamos refletir-lhe a glória
e o amor, a fim de que a luz celeste se espelhe sobre as almas, como o
esplendor solar se estende sobre o mundo.
Comecemos nosso esforço de
soerguimento espiritual desde hoje e, amanhã, teremos avançado
consideravelmente no grande caminho!…
Meus amigos, meus irmãos,
rogando a Jesus que nos ampare a todos, deixo-vos com um até breve.
A voz da médium emudeceu.
Sensibilizados, reparamos que,
no alto, se apagara o jorro brilhante.
Raul Silva, em prece curta,
encerrou a reunião.
Enlaçamos Clementino às
despedidas.
— Voltem sempre — convidou-nos
gentil.
Sim., sim, continuaríamos
aprendendo.
E, lado a lado com o nosso
orientador, retiramo-nos, felizes, como quem sorvera a água viva da paz, na
taça da alegria.
André Luiz
Os fluidos e a força do pensamento
Os Espíritos afirmam que uma
das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o
responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria
é inerte.
Cada ser tem uma quantidade de
fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de uma
série de fatores. Allan Kardec nos instrui sobre o assunto em O Livro dos
Espíritos:
“A quantidade de fluido vital
não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies e não é
constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie.
Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o
possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos,
mais enérgicos, e de certa maneira, de vida superabundante”.
“A quantidade de fluido vital
se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela
absorção e assimilação de substâncias que o contêm”.
“O fluido vital se transmite
de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que
tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se”.
O homem pode manter o
equilíbrio de sua saúde vital através da alimentação e da respiração de ar não
poluído, entre outros fatores, mas, acima disso, mantendo uma conduta mental
sadia.
O pensamento exerce uma
poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características
básicas.
Os pensamentos bons
impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de
bem estar às pessoas sob sua influência.
Os pensamentos maus provocam
alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e
sua ação provoca mal-estar físico e psíquico.
"Os maus pensamentos
corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar
respirável" (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).
Pode-se concluir, assim, que
em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta,
existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a
natureza moral dos Espíritos envolvidos.
À atmosfera fluídica
associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias
semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa
conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura
que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos tem em volta de si uma
atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se espíritos doentios. A
angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro
físico-psíquico deprimente, mas que pode ser modificado sob a orientação dos
ensinos morais de Jesus.
"A ação dos Espíritos
sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital
para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do
pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente
que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos
que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos
sentimentos" (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).
À medida que cresce através do
conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto
espirituais, são diretamente proporcionais ao seu grau evolutivo e que ele pode
mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias
espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor
atmosfera fluídica em torno de si e, conseqüentemente, do ambiente em que vive.
Resumindo, todos somos responsáveis de alguma maneira pelo estado de
dificuldades morais em que vive o Planeta atualmente e cabe a nós mesmos
modificá-lo.
"Melhorando-se, a
humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não
lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus.
Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si,
praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se
encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as
hoje existentes" (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).
Ação do Pensamento
Todo pensamento cultivado se incorpora à conduta do
homem.
O pensamento é força que plasma desejos cuja consistência
varia de acordo com a incidência da idéia geradora.
O mundo parafísico é constituído de energia
mento-neuro-psíquica maleável à vontade que age sobre ela, elaborando as formas
nas quais o indivíduo se aprisiona ou com elas se liberta.
A conduta mental responde pelo comportamento físico e
moral.
Hábito é vida, na ação do dia-a-dia.
O ódio contumaz atira dardos destruidores como o ouriço
irritado lança espículos ferintes.
A mágoa constante intoxica e enferma, à semelhança do
pântano que exala miasma venenoso.
A revolta contínua alucina, tanto quanto a serpente
agressiva pica e mata.
A inveja permanente desarticula a capacidade de
julgamento equilibrado, qual ocorre com o ciúme que se atormenta e persegue com
desatino.
Os lobos caem nas armadilhas para lobos.
Quem semeia desequilíbrio, defronta tempestades.
A amizade pura exterioriza simpatia afável, como a
violeta, o perfume agradável.
O amor irradia beleza, da mesma forma que a terra
cultivada oferta o pão.
A bondade natural cativa o próximo, como a paisagem
iluminada ganha a emoção superior.
O perdão indistinto aureola de paz que contagia, à
semelhança da luz que penetra e aquece.
Cordeiros pastam com cordeiros.
A vida responde conforme a proposta da questão.
Quem esparge esperança recolhe bênçãos.
O homem é a sua vida mental, que lhe cumpre educar e
movimentar a bem de si próprio e do progresso geral, co-construtor que é,
consciente ou inconscientemente, na obra da divina Criação.
Autor: Carneiro de
Campos
Psicografia de
Divaldo Franco. Do livro: Seara do Bem
Mente e Vida
A usina mental é possuidora de
inimaginável poder gerador de energia, mantendo-a neutra até o momento em que o
Espírito a movimenta, conforme as aspirações que agasalha e o direcionamento
que lhe compraz.
Não existe um povo no qual,
nas raízes de sua origem, a mente não tenha sido responsável pelo seu
desenvolvimento e progresso.
À medida que a cultura
adquiriu cidadania e as doutrinas psicológicas aprofundaram a investigação na
psique, mais fácil se fez o entendimento e a aplicação dessas fabulosas
energias.
Mente é também vida.
Todos nos encontramos mergulhados
no pensamento exteriorizado pela Mente Divina, que tudo orienta e conduz com
segurança, desde as colossais galáxias às micropartículas.
Conforme penses, assim
viverás.
Se te permites o pessimismo
contumaz, permanecerás na angústia, a um passo da depressão.
Se anelas pela felicidade, já
te encontras fruindo as bênçãos que dela decorrem, como prenúncio do que
alcançarás mais tarde.
Se projetas insucesso pelo
caminho, seguirás uma trilha assinalada pelo fracasso elaborado pelo teu
próprio sofrimento.
Se arrojas em direção do
futuro o êxito, encontrá-lo-ás á tua espera, à medida que avances no rumo dos
objetivos superiores.
A mente produz aquilo que o
pensamento direciona.
Quando consigas, por tua vez,
entregar-te ao amor e vivê-lo em totalidade, poderás assinalar, qual o fez o
apóstolo das gentes: Já não sou eu que vivo, mas o Cristo que vive em mim.
Aprofunda, portanto, reflexões
em torno do pensamento, deixa-te potencializar pela sua força e canaliza-o para
a felicidade que te está destinada, e a experimentarás desde este momento.
Joanna de Ângelis - Mensagem psicografada pelo médium Divaldo P.
Franco, na noite de 20 de junho de 2007, no Centro Espírita 'Caminho da
Redenção', Salvador-Bahia.
Pensamento e
Perispírito
Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
Portador de expressiva capacidade plasmadora, o
perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da
mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento,
que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras.
Corpo intermediário entre o ser pensante, eterno, e os
equipamentos físicos, transitórios, por ele se processam as imposições da mente
sobre a matéria e os efeitos dela em retomo à causa geratriz.
Captando o impulso do pensamento e computando a resposta
da ação, a ele se incorporam os fenômenos da conduta atual do homem, assim
programando os sucessos porvindouros, mediante os quais serão aprimoradas as
conquistas, corrigidos os erros e reparados os danos destes últimos derivados.
Constituído por campos de forças mui especiais, ele
irradia vibrações específicas portadoras de carga própria, que facultam a
perfeita sintonia com energias semelhantes, estabelecendo amas de afinidade e
repulsão de acordo com as ondas emitidas.
Assim, quando por ocasião da reencarnação o Espírito é
encaminhado por necessidade evolutiva aos futuros genitores, no momento da
fecundação o gameta masculino vitorioso esteve impulsionado pela energia do
perispírito do reencarnante, que naquele espermatozóide encontrou os fatores
genéticos de que necessitava para a programática a que se deve submeter.
A partir desse momento, os códigos genéticos da
hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros perispirituais,
vão organizando o corpo que o Espírito habitará.
Como é certo que, em casos especiais, há toda uma
elaboração de programa para o reencarnante, na generalidade, os automatismos
vibratórios das Leis de Causalidade respondem pela ocorrência, que jamais tem
lugar ao acaso.
Todo elemento irradia vibrações que lhe tipificam a
espécie e respondem pela sua constituição.
Espermatozóides e óvulos, em conseqüência, possuem campo
de força especifico, que propele os primeiros para o encontro com os últimos,
facultando o surgimento da célula ovo.
Por sua vez, cada gameta exterioriza ondas que
correspondem à sua fatalidade biológica, na programação genética de que se faz
portador.
Desse modo, o perispírito do reencarnante sincroniza com
a vibração do espermatozóide que possui a mesma carga vibratória, sobre ele
incidindo e passando a plasmar no óvulo fecundado o como compatível com as
necessidades evolutivas, como decorrência das catalogadas ações pretéritos.
Equilíbrio da forma ou anomalia, habilidades e destreza, ou incapacidade,
inteligência, memória e lucidez, ou imbecilidade, atraso mental, oligofrenia
serão estabelecidos desde já pela incidência das conquistas espirituais sobre o
embrião em desenvolvimento.
Sem descartarmos a hereditariedade nos processos da
reencarnação, o seu totalitarismo, conforme pretendem diversos estudiosos da
Embriogenia e outras áreas da ciência, não tem razão de ser.
Cada Espírito é legatário de ú mesmo. Seus atos e sua
vida anterior são os plasmadores da sua nova existência corporal, impondo os
processos de reabilitação, quando em dívida, ou de felicidade, se em crédito,
sob os critérios da Divina Justiça.
Certamente, caracteres físicos, fisionômicos e até alguns
comportamentais resultam das heranças genéticas e da convivência em família,
jamais os de natureza psicológica que afetam o destino, ou de ordem fisiológica
no mapa da evolução.
Saúde e enfermidade, beleza e feiúra, altura e pequenez,
agilidade e retardamento, como outras expressões da vida física, procedem do
Espírito que vem recompor e aumentar os valores bem ou mal utilizados nas
existências pretéritas.
Além desses, os comportamentos e as manifestações
mentais, sexuais, emocionais decorrem dos atos perpetrados antes e que a
reencarnação traz de volta para a indispensável canalização em favor do
progresso de cada ser.
As alienações, os conflitos e traumas, as doenças
congênitas, as deformidades físicas e degenerativas, assim como as condições
morais, sociais e econômicas, são capítulos dos mecanismos espirituais, nunca
heranças familiares, qual se a vida estivesse sob injunções do absurdo e da
inconseqüência.
A aparente hereditariedade compulsória, assim como a
injunção moral atuante em determinado indivíduo, fazendo recordar algum
ancestral, explica-se em razão de ser aquele mesmo Espírito, ora renascido no
clã, para dar prosseguimento a realizações que ficaram incompletas ou refazer
as que foram perniciosas. Motivo este que libera "o filho de pagar pelos
pais" ou avós, o que constituiria, se verdadeiro, uma terrível e
arbitrária imposição da Justiça que, mesmo na Terra, tem código penalógico mais
equilibrado.
Os pensamentos largamente cultivados levam o indivíduo a
ações inesperadas, como decorrência da adaptação mental que se permitiu.
Desencadeada a ação, os efeitos serão incorporados ao modus vivendi posterior
da criatura.
E mesmo quando não se convertem em atitudes e realizações
por falta de oportunidade, aquelas aspirações mentais, vividas em clima
interior, apresentam-se como formas e fantasmas que terão de ser diluídos por
meio de reagentes de diferente ordem, para que se restabeleça o equilíbrio do
conjunto espiritual.
Conforme a constância mental da idéia, aparece uma
correspondente necessidade da emoção.
Todos esses condicionamentos estabelecem o organograma
físico, mental e moral da futura empresa reencarnacionista a que o Espírito se
deve submeter, ante o fatalismo da evolução.
O conjunto - Espírito ou mente, perispírito ou psicossoma
e corpo ou soma - é tão entranhadamente conjugado no processo da reencarnação
que, em qualquer período da existência, são articulados ou desfeitos sucessivos
equipamentos que procedem da ação de um sobre o outro. O Espírito aspira e o
perispírito age sobre os implementos materiais, dando surgimento a respostas orgânicas
ou a fatos que retomam à fonte original, como efeito da ação física que o mesmo
corpo transfere para o ser eterno, concedendo-lhe crédito ou débito que se
incorpora à economia da vida planetária.
O mundo mental, das aspirações e ideais, é o grande
agente modelador do mundo físico, orgânico. Conforme as propostas daquele, têm
lugar as manifestações neste.
Assim se compreende porque a Terra é mundo de
"provas e expiações", considerando-se que os Espíritos que nela
habitam estagiam na sua grande generalidade em faixas iniciais, inferiores,
portanto, da evolução.
À medida que o ser evolve, melhores condições estatui
para o próprio crescimento, dentro do mesmo critério da lei do progresso, que
realiza com mais segurança os mecanismos de desenvolvimento, de acordo com as
conquistas logradas. Quanto mais adiantado um povo, mais fáceis e variados
são-lhe os recursos para o seu avanço.
O pensamento, desse modo, é um agente de grave
significado no processo natural da vida, representando o grau de elevação ou
inferioridade do Espírito, que, mediante o seu psicossoma ou órgão
intermediário, plasma o que lhe é melhor e mais necessário para marchar no rumo
da libertação.
Psicografia de
Divaldo Franco. Livro: Temas da Vida e da Morte.
Mecanismos da mediunidade — André Luiz — F.
C. Xavier / Waldo Vieira
Matéria mental
1. PENSAMENTO DO CRIADOR — Identificando o Fluido Elementar ou
Hálito Divino por base mantenedora de todas as associações da forma nos
domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o elétron como sendo um dos
corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria, interpretaremos o
Universo como um todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador.
E superpondo-se-lhe à grandeza indevassável, encontraremos a matéria mental que
nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias,
adstritas a nossa necessidade de progresso.
No macrocosmo e no microcosmo,
tateamos as manifestações da Eterna Sabedoria que mobiliza agentes incontáveis
para a estruturação de sistemas e formas, em variedade infinita de graus e
fases, e entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande surge a
inteligência humana, dotada igualmente da faculdade de mentalizar e co-criar,
empalmando, para isso, os recursos intrínsecos à vida ambiente.
Nos fundamentos da Criação
vibra o pensamento imensurável do Criador e sobre esse plasma divino vibra o
pensamento mensurável da criatura a constituir-se no vasto oceano de força
mental em que os poderes do Espírito se manifestam.
2. PENSAMENTO DAS CRIATURAS — Do Princípio Elementar, fluindo
incessantemente no campo cósmico, auscultamos, de modo imperfeito, as energias
profundas que produzem eletricidade e magnetismo, sem conseguir enquadrá-las em
exatas definições terrestres, e, da matéria mental dos seres criados, estudamos
o pensamento ou fluxo energético do campo espiritual de cada um deles, a se
graduarem nos mais diversos tipos de onda, desde os raios super-ultra-curtos,
em que se exprimem as legiões angélicas, através de processos ainda
inacessíveis à nossa observação, passando pelas oscilações curtas, médias e
longas em que se exterioriza a mente humana, até as ondas fragmentárias dos
animais, cuja vida psíquica, ainda em germe, somente arroja de si determinados
pensamentos ou raios descontínuos.
Os Espíritos aperfeiçoados,
que conhecemos sob a designação de potências angélicas do Amor Divino, operam
no micro e no macrocosmo, em nome da Sabedoria Excelsa, formando condições
adequadas e multiformes à expansão, sustentação e projeção da vida nas variadas
Esferas da Natureza, no encalço de aquisições celestiais que, por enquanto,
estamos longe de perceber. A mente dos homens, indiretamente controlada pelo
comando superior, interfere no acervo de recursos do Planeta, em particular,
aprimorando-lhe os recursos na direção do Plano angélico, e a mente embrionária
dos animais, influenciada pela direção humana, hierarquiza-se em serviço nas
regiões inferiores da Terra, no rumo das conquistas da Humanidade.
3. CORPÚSCULOS MENTAIS — Como alicerce vivo de todas as realizações
nos Planos físico e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial.
Entretanto, ele ainda é matéria, — a matéria mental, em que as leis de formação
das cargas magnéticas ou dos sistemas atômicos prevalecem sob novo sentido,
compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos achamos submersos
e no qual surpreendemos elementos que transcendem o sistema periódico dos
elementos químicos conhecidos no mundo.
Temos, ainda aqui, as
formações corpusculares, com bases nos sistemas atômicos em diferentes
condições vibratórias, considerando os átomos, tanto no Plano físico, quanto no
Plano mental, como associações de cargas positivas e negativas.
Isso nos compete naturalmente
a denominar tais princípios de “núcleos, prótons, nêutrons, posítrons, elétrons
ou fótons mentais”, em vista da ausência de terminologia analógica para
estruturação mais segura de nossos apontamentos.
Assim é que o halo vital ou
aura de cada criatura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos
pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que
correspondem à lei dos “quanta de energia” e aos princípios da mecânica
ondulatória, que lhes imprimem frequência e cor peculiares.
Essas forças, em constantes
movimentos sincrônicos ou estado de agitação pelos impulsos da vontade,
estabelecem para cada pessoa uma onda mental própria.
4. MATÉRIA MENTAL E MATÉRIA FÍSICA — Em posição vulgar, acomodados
às impressões comuns da criatura humana normal, os átomos mentais inteiros,
regularmente excitados, na esfera dos pensamentos, produzirão ondas muito
longas ou de simples sustentação da individualidade, correspondendo à
manutenção de calor. Se forem os elétrons mentais, nas órbitas dos átomos da
mesma natureza, a causa da agitação, em estados menos comuns da mente, quais
sejam os de atenção ou tensão pacífica, em virtude de reflexão ou oração
natural, o campo dos pensamentos exprimir-se-á em ondas de comprimento médio ou
de aquisição de experiência, por parte da alma, correspondendo à produção de
luz interior. E se a excitação nasce dos diminutos núcleos atômicos, em
situações extraordinárias da mente, quais sejam as emoções profundas, as dores
indizíveis, as laboriosas e aturadas concentrações de força mental ou as
súplicas aflitivas, o domínio dos pensamentos emitirá raios muito curtos ou de
imenso poder transformador do campo espiritual, teoricamente semelhantes aos
que se aproximam dos raios gama.
Assim considerando, a matéria
mental, embora em aspectos fundamentalmente diversos, obedece a princípios
idênticos àqueles que regem as associações atômicas, na Esfera física,
demonstrando a divina unidade de plano do Universo.
5. INDUÇÃO MENTAL — Recorrendo ao “campo” de Einstein, imaginemos a
mente humana no lugar da chama em atividade. Assim como a intensidade de
influência da chama diminui com a distância do núcleo de energias em combustão,
demonstrando fração cada vez menor, sem nunca atingir a zero, a corrente mental
se espraia, segundo o mesmo princípio, não obstante a diferença de condições.
Essa corrente de partículas
mentais exterioriza-se de cada Espírito com qualidade de indução mental, tanto
maior quanto mais amplos se lhe evidenciem as faculdades de concentração e o
teor de persistência no rumo dos objetivos que demande.
Tanto quanto, no domínio da
energia elétrica, a indução significa o processo através do qual um corpo que
detenha propriedades eletromagnéticas pode transmiti-las a outro corpo sem
contato visível, no reino dos poderes mentais a indução exprime processo idêntico,
porquanto a corrente mental é suscetível de reproduzir as suas próprias
peculiaridades em outra corrente mental que se lhe sintonize. E tanto na
eletricidade quanto no mentalismo, o fenômeno obedece à conjugação de ondas,
enquanto perdure a sustentação do fluxo energético.
Compreendemos assim,
perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando
nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto,
alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a
abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus
próprios estados de mentação indutiva, atraindo para si mesma os agentes (por
enquanto imponderáveis na Terra), de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio
ou felicidade.
6. FORMAS-PENSAMENTOS — Pelos princípios mentais que influenciam em
todas as direções, encontramos a telementação e a reflexão comandando todos os
fenômenos de associação, desde o acasalamento dos insetos até a comunhão dos
Espíritos Superiores, cujo sistema de aglutinação nos é, por agora, defeso ao
conhecimento.
Emitindo uma ideia, passamos a
refletir as que se lhe assemelham, ideia essa que para logo se corporifica, com
intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos,
assim, espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de
sentir.
É nessa projeção de forças, a
determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou
desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos,
construções substanciais na Esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo
escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à
maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha
algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas correntes de matéria mental
que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos Planos superiores
ou estaciona nos Planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos
próprios pés.
André Luiz
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